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Prof. Jaime García visita o Instituto Pandiá Calógeras

Notícias

Postado porClara em 14/05/2019 15:07

Brasília, 10/05/2019 – Na quarta-feira, 8 de maio, o Instituto Pandiá Calógeras (IPC) recebeu a visita do Prof. Jaime A. García Diaz, professor de Economia na Universidade Lima e pesquisador associado do Instituto de Estudos Internacionais (IDEI) da Pontifícia Universidade do Peru (PUCP). Estavam presentes o Prof. Dr. Carlos Brito, coordenador do Núcleo de Gestão do Conhecimento (NGC) e Cel Antonio Marques, chefe de gabinete, na representação do Instituto.

O professor visitou diversos países da América do Sul para desenvolver sua investigação acerca da “Situação Regional do Narcotráfico” com o IDEI. Esteve no Brasil de 6 a 9 de maio para realizar entrevistas e conseguir informações sobre o tema.

Sua apresentação relatou, de forma mais específica, a situação da produção e venda de cocaína na região.

Em sua fala, o Prof. Jaime destacou que a produção de cocaína cresceu exponencialmente na América do Sul a partir de 2013, após uma queda iniciada em 2012. Contribui para isso: o aumento na produtividade por hectare de folha de coca; a redução de custos com a reciclagem de insumos químicos; e a adaptação da cultura em terras mais baixas. Apesar de o crescimento da demanda da droga na Europa e nos Estados Unidos, o aumento da quantidade do psicotrópico no mundo parece vir de uma maior oferta. Os esforços realizados na luta contra o tráfico de cocaína, até 2019, conseguiram fazer com que a produção parasse de crescer como antes, mas não diminuir.

Os principais países produtores são Peru, Bolívia e Colômbia. Equador, Venezuela e Chile se configuram como países de trânsito. Quanto ao Brasil, é o 2º maior consumidor do psicotrópico no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Não é grande produtor, mas se caracteriza por, também, ser um país de trânsito, servindo como uma das saídas de cocaína da América do Sul para o resto do mundo. Em 2018, realizou mais apreensões de cocaína (75 toneladas) que o Peru e a Colômbia.

Para o professor, as dificuldades ainda são muitas, e um dos pontos chave é a questão do controle de ativos: descobrir para onde e como o dinheiro do tráfico se movimenta. Ademais, as suas rotas são altamente adaptáveis, dificultando seu rastreio. Em debate, também é colocada a questão: se o foco deve ser na apreensão da droga ou na erradicação do cultivo da folha. De acordo com o professor, a melhor opção parece ser a segunda. No entanto, a questão da erradicação ainda não é muito aceita, principalmente por países europeus que defendem que a supressão do cultivo da folha de coca (que não é ilegal na Bolívia, por exemplo) deve ser voluntário.

Apesar das dificuldades na luta contra o tráfico de drogas ilícitas, pesquisas como a do professor Jaime García podem ser de grande utilidade para a comunidade internacional, principalmente sul-americana. O pesquisador ressalta a importância e necessidade de um enfoque estratégico regional e cooperação entre os países sul-americanos. A participação de cada país é fundamental, pois a produção e distribuição da cocaína se faz por toda a região.

As opiniões emitidas pelo pesquisador, por não terem sido analisadas tecnicamente pelo Ministério da Defesa, não representam, necessariamente, o posicionamento do Ministério e dos presentes na reunião.

 

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