Portal do Governo Brasileiro
X

A POLÍTICA EXTERNA NORTE-AMERICANA PARA O ORIENTE MÉDIO ANTES E APÓS O 11 DE SETEMBRO DE 2001, por Carolina de Oliveira

Acervo digital » Outras

Postado por em 08/08/2017

 

OLIVEIRA, Carolina de. A POLÍTICA EXTERNA NORTE-AMERICANA PARA O ORIENTE MÉDIO ANTES E APÓS O 11 DE SETEMBRO DE 2001. Monografia (Graduação). Curso de Relações Internacionais. Universidade de Santa Cruz do Sul: 2012, 86 p.

 


 

 

Este trabalho aborda o desenvolvimento da política externa norte-americana para a região do Oriente Médio antes e após os atentados do dia 11 de setembro de 2001. Pode-se definir política externa como um programa criado pelas autoridades governamentais cujo objetivo é atingir determinado resultado frente a outros Estados. Entender como uma política externa é formulada envolve o conhecimento da história do Estado estudado e também os diversos acontecimentos que movem a atuação dos atores internacionais. O tipo de política empregada torna-se relevante e necessário para que haja uma constante adaptação a essas mudanças e que atenda aos diversos interesses. Pode-se explicar a atuação externa de um Estado através do realismo ofensivo que explica que como não existe uma organização supranacional que regule essa atuação, a chave para a sobrevivência é o poder. Além disso, o comportamento agressivo de um Estado pode ser justificado por essa busca do poder. O objetivo deste trabalho foi o de identificar as mudanças na política externa dos Estados Unidos para o Oriente Médio, especialmente para o Afeganistão e para o Iraque, a partir do início da Guerra Fria até a primeira década após os atentados do 11 de setembro de 2001, em termos securitários e econômicos. Buscou-se também identificar as formas de intervenção dos EUA no Oriente Médio, seus interesses econômicos e maiores aliados nesta região. Por fim, identificar as mudanças na segurança nacional dos Estados Unidos após os atentados do 11 de setembro. Utilizou-se o método analítico qualitativo, partindo da compreensão e evolução histórica da política externa dos EUA para o Oriente Médio, além de estabelecer a relação com os atentados como um acontecimento motivador de sua mudança e/ou evolução. Os interesses norte-americanos no Oriente Médio existem desde a Guerra Fria, representando os maiores esforços do país para conter o avanço da União Soviética. Tais interesses vão desde o acesso às abundantes reservas de petróleo do Golfo, até a defesa do Estado de Israel, a resolução do conflito árabe-israelense e a manutenção de uma situação favorável ao Estado norte-americano com o apoio de Estados árabes. A estratégia política norteamericana voltada para a região constitui-se em uma questão vital da manutenção de um status quo político e econômico que permita a exploração e a comercialização a preços acessíveis do petróleo. Os atentados de 11 de setembro de 2001 modificaram o foco da política externa dos Estados Unidos para o Oriente Médio e culminaram com guerras e crises políticas. As intervenções norte-americanas no Oriente Médio após os atentados podem ser justificadas, dessa forma, para manter a posição de maior potência mundial e preservar a segurança do país dominando as reservas de petróleo, pois caso outra nação fosse capaz de dominá-las, conseguiria fazer frente à hegemonia norte-americana, ameaçando abalar a posição de maior potência mundial e a mais desejada no cenário internacional.

 

 

Download do Arquivo

 

Conheça também

 
Conheça nossos eventos: Pandiálogos, Workshops e Seminários
+ eventos
 
Saiba tudo sobre os estudos publicados pelo Instituto e colaboradores
+ saiba tudo
 
Assine a newsletter e receba os conteúdos do Instituto Pandiá
+ assinar