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A POLARIDADE SOB A PERSPECTIVA DOS CONCEITOS OPERACIONAIS: O CASO DO A2/AD E DA AIR-SEA BATTLE, por Guilherme Simionato

Acervo digital » Economia de Defesa

Postado por Talita de Almeida em 21/03/2016

 

SANTOS, Guilherme Henrique Simionato. A POLARIDADE SOB A PERSPECTIVA DOS CONCEITOS OPERACIONAIS: O CASO DO A2/AD E DA AIR-SEA BATTLE. Monografia (Graduação). Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, 2015.

 


 

 

O presente trabalho trata da relação entre os conceitos operacionais e a polaridade. Especificamente, da relação entre os conceitos de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD), de Air-Sea Battle e de inexpugnabilidade, entendido aqui como um dos alicerces da polaridade. A inexpugnabilidade é dada pela capacidade de um país, neste caso, a China, manter a sua soberania frente a qualquer agressão externa. Adicionalmente, analisa-se a capacidade chinesa de ação no seu entorno estratégico. Entende-se que, em contrapartida a essas capacidades de antiacesso e negação de área do país, gestou-se nos Estados Unidos o conceito de Air-Sea Battle, cujo objetivo é garantir seu acesso à região do Leste e Sudeste Asiático a despeito do A2/AD. Os objetivos do trabalho são três: (1) analisar as esferas do planejamento da guerra e relacionar com o conceito de inexpugnabilidade; (2) investigar as orientações estratégicas chinesas e a composição de seu inventário sob a perspectiva do A2/AD; (3) avaliar o conceito operacional de Air-Sea Battle e suas consequências para o equilíbrio internacional. Argumentase que, enquanto (i) a China, beneficiando-se da digitalização, instrumentaliza as estratégias de antiacesso e de negação de área como sustentáculo de sua soberania nacional e da influência sobre seu entorno estratégico, a (ii) Air-Sea Battle busca uma estratégia não-declarada de primazia, pois surge em um vácuo estratégico e prega a destruição da rede informacional e de mísseis da China, negando-lhe a possibilidade de retaliação. O debate, portanto, diz respeito à conformação da China enquanto polo do sistema internacional e de como a recomposição hegemônica se dará: se através da guerra total sob os auspícios da primazia, como prevê o AirSea Battle, ou através de alternativas cooperativas, como é o caso do Offshore Control.

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