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O BRASIL E A UNASUL: UM PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE LIDERANÇA E INTEGRAÇÃO REGIONAL, por José Ricardo Martins

Acervo digital » Entorno Estratégico

Postado por em 08/03/2016

 

MARTINS, José Ricardo. O BRASIL E A UNASUL: UM PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE LIDERANÇA E INTEGRAÇÃO REGIONAL. Dissertação (Mestrado), Departamento de Ciências Sociais, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, PR, 2011.

 


 

 

O pós-Guerra Fria possibilitou o surgimento – ainda em gestação – de uma nova configuração geopolítica mundial. O Brasil é um ator que procura ter um papel mais relevante nesta nova configuração. Neste sentido, esta dissertação investiga a perspectiva de uma possível liderança brasileira no processo de integração regional da América do Sul, tendo como objetivos (i) contextualizar a globalização, o mundo pós-Guerra Fria e como esta nova configuração possibilitou o aparecimento de lideranças políticas e blocos regionais; (ii) apresentar o histórico das relações exteriores do Brasil com a América do Sul e o “voltar-se” do país para a região, incluindo a criação da Unasul, da Unila e da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sulamericana (IIRSA) como iniciativas que tiveram a liderança brasileira nos seus processos de criação e que são, ao mesmo tempo, maneiras que o Brasil encontrou para vencer a resistência à sua liderança; (iii) discutir questões geopolítico-territoriais e de fronteira na região, pois percebemos que essas questões têm impacto na construção do processo de liderança regional brasileira, especificamente na reticência da aceitação da liderança brasileira pelos seus vizinhos; e (iv) discutir quais são as alternativas de liderança que são viáveis ao Brasil diante de seu déficit de hard-power e da resistência à sua liderança por parte dos países da região. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, baseada em documentos da Unasul, Unila e IIRSA, e em autores como Burges, Deutsch, Hurrell, Malamud, Vizentini, entre outros. Verificamos que o Brasil busca construir sua liderança regional em vista de se dotar de um papel mais relevante na nova configuração mundial. Esta liderança é baseada sobretudo no soft-power, especialmente por meio da hegemonia consensual, visto que lhe falta os meios do hard-power.

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